Pular para o conteúdo principal

As consequências da escravidão no Brasil e suas soluções


Segundo artigo da Constituição Brasileira de 1988, somos todos iguais perante a lei. Mas e por que, pessoas brancas e negras, quando exercem uma mesma profissão, ganham em média salários diferentes? Muitos (os próprios brasileiros) dizem que aqui não existe preconceito racial, mas na verdade, ele está tão presente como na época em que havia escravidão. Os empregados domésticos, faxineiros, seguranças e os traficantes são, em sua maioria, negros ou mestiços.
Os afrodescentes, devido a falta de oportunidades e a baixa escolaridade, em comparação com os brancos, ganham menos e vivem menos, sendo este último, devido a violência. Dos cerca de 34 mil mortos por homicídios no Brasil em 2013, 23 mil deles eram negros, contra 9 mil brancos. Ou seja, para cada branco que morre, aproximadamente, 3 negros morrem. Dos 1% de brasileiros mais ricos, apenas 12% deles são negros, enquanto que nos 10% mais pobres, 38% são negros.
As desigualdades também encontram-se no âmbito social: em lojas de calçados muito caros e importados, vemos em maioria, brancos, enquanto que na favela, a cor dominante quase sempre é a negra. Décadas atrás, nos EUA e na África do Sul, havia sistemas de separação de raças, e eles felizmente foram extintos, mas o que vemos na realidade no Brasil, é que mesmo sendo o mais mascarado e indireto possível, esses "esquemas" ainda perduram vide os olhares "atentos" dos seguranças com os negros nas lojas de grife.
As heranças da escravidão no Brasil são, em grande parte, negativas, e para resolvê-las é preciso muito esforço. Primeiramente, os afrodescentes devem ter mais acesso à educação escolar e também superior, para conseguirem se inserir no mercado de trabalho, e para isso é preciso a continuação do projeto de cotas nas universidades e uma melhora nas escolas públicas, principalmente as mais inacessíveis e localizadas no interior do território. Também seria necessário uma maior inclusão social, empregando mais e aplicando programas sociais principalmente nas áreas periféricas e rurais do nosso país que carecem de investimentos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Aprenda Francês gratuitamente com esses sites

Cabeceira da Catedral de Notre Dame, Paris, França Conheça os verbos mais usados em Francês. être  (ser) avoir  (ter) faire  (fazer) aller  (ir) pouvoir  (poder) savoir  (saber) dire  (dizer) vouloir  (querer) lire  (ler) aimer  (amar)

Países e cidades mais violentos do Mundo

Maceió, Brasil; Conhecida por suas bonitas praias e também por ser a cidade mais violenta do país, e uma das mais violentas do mundo Confira a seguir, quais são os países e cidades com maior número de homicídios para cada 100 mil habitantes. No caso dos países, quem domina as listas é América Latina e alguns países da África completam a lista, levando ao pensamento de que nesses países, embora possa haver um crescimento econômico nos últimos tempos e uma melhora na situação de desigualdade social, a situação econômica de muitos dos habitantes desses países, em contraste com a luxúria de poucos que também moram nesses, traz uma violência fortíssima que escancara a tentativa dos pobres e mais desprovidos de renda a arranjarem outros modos para tentar suprir as suas necessidades básicas. Enquanto isso, as cidades mais violentas do mundo, temos uma dos Estados Unidos, o que põe uma cidade desenvolvida nessa lista, e mostra que a violência não se trata apenas de dinheiro, mas tamb...

A copa e o patriotismo

Como postagem semanal, vou falar sobre um assunto que é muito discutido: a questão do patriotismo  e a sua relação com a copa . O brasileiro é um povo que não se considera patriota, e não é de fato. Desde os tempos da Colônia, quando os portugueses chegaram às nossas terras, sempre os esbanjamos e consideramos a cultura deles superior. Da Colônia para o Império, seguimos as tendências da Inglaterra, e atualmente, nossa principal "fonte" de cultura são os Estados Unidos. Basta sair para um shopping center, que encontramos várias lojas, e em muitas delas vemos os nomes delas em inglês. Essa e várias outras coisas do nosso cotidiano estão relacionadas do conhecido "complexo de vira-lata" dos brasileiros. Temos uma cultura tão rica e diversificada, e ainda a excluímos, como se não fosse nada. O patriotismo apenas volta e fica forte na época da copa, quando temos "orgulho" de sermos bem representados, mas não nos sentimos honrados com o que o nosso p...